COMUNICAÇÃO

SOU PAI RESPONSÁVEL – Ação Cidadã registra dramas pessoais e sociais

30/08/2009 1:25 | Por

Muitos dramas pessoais e sociais passaram diante dos defensores públicos que atenderam homens e mulheres neste sábado, 29, no Centro Social Urbano da Liberdade, para agendamento do exame de DNA gratuito promovido pela Ação Cidadã Sou Pai responsável da Defensoria Pública do Estado da Bahia. ” Tentamos, com a oferta do DNA gratuito e a mediação, evitar que mais uma ação de reconhecimento de paternidade chegue à Justiça, que tem um custo aproximado de R$ 1.600 com cada processo deste tipo”, justifica a defensora geral da Bahia, Tereza Cristina Almeida Ferreira, que participou do atendimento realizado até as 15 horas de hoje.

Amores mal resolvidos, traições, inseguranças, pressão da família e descompromissos foram relatados por todos. Almiro Rufino da Silva diz ter certeza que a garotinha de 3 anos de idade de Cristiane Messias dos Santos é sua filha. Mas durante todo este tempo aceitou a pressão da família que dizia que a menina não era sua filha. Hoje procurou o atendimento da Defensoria Pública e na próxima sexta-feira fará o exame de DNA. A previsão é que, dali a um mês, tenha a confirmação da paternidade. Chances de a garotinha ter o pai e a mãe juntos? Não!!!, diz veementemente a mãe, sob o olhar envergonhado de Almiro.

Dalva (nome fictício), tem dois filhos registrados pelo primeiro marido. O segundo cuida bem dos dois como se pai deles fosse, mas ela tem certeza que um dos filhos é fruto de um relacionamento paralelo que teve com seu primeiro amor durante a vigência do seu primeiro casamento. Diz estar disposta a jogar tudo para o alto, mas quer que a paternidade seja comprovada, mesmo que coloque em risco o seu atual casamento com um homem que diz amar. ” Temos buscado despertar o nosso público assistido para a importância da paternidade responsável. Filho não é apenas um fruto de uma relação passageira, é um ser que precisa de cuidados e de amor”, alerta a defensora geral da Bahia, Tereza Cristina Almeida Ferreira, que fez pessoalmente pouco mais de 15 atendimentos.

Dúvidas no ar – Dos cerca de 100 atendimentos realizados hoje pelos defensores públicos, pelo menos 10 foram de homens que já registram as crianças como seus filhos e que, por pressão de parentes ou amigos passou a ficar em dúvida. Queriam fazer o exame do DNA para ter certeza se são mesmo ou não o pai do filho que assumiu legalmente. Nestes casos de negatória de paternidade , segundo a defensora Cristina Ulm, , o homem que tem dúvidas deve procurar o atendimento na Casa de Acesso à Justiça da Defensoria Pública, que fica localizada na Rua Arquimedes Gonçalves, nº 313, Jardim Bahiano.

Em pelo menos 10% das pessoas atendidas pela Ação Cidadã Sou Pai Responsável na Liberdade foi identificado que os dramas pessoais são vividos por gerações dentro da família. Mulheres, em sua maior parte, muitas jovens, buscaram a oportunidade do exame gratuito do DNA para mostrar a ex-namorados, ex-companheiros ou ex-maridos que os filhos são deles. Em suas carteiras de identidade, o vazio no espaço destinado ao nome do pai. Perguntadas se tinhas ido cobrar o reconhecimento da paternidade por parte do próprio pai, responderam que não. Queriam era resolver o caso dos seus filhos.

A Ação Cidadã Sou Pai Responsável é realizada em todas as comarcas judiciárias onde tem defensor público. Os interessados devem procurar a Defensoria Pública na cidade em que moram. Os endereços podem ser localizados através do site www.defensoria.ba.gov.br.