ESDEP - A Escola Superior da Defensoria Pública

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Último dia do curso de combate à LGBTfobia destaca a comunidade trans e travesti

| Por: Laisa Gama, com supervisão de Arthur Naurí | Foto: Agência Brasil

Encerrou, na última terça-feira, 19, o curso de Combate à LGBTfobia que trouxe como tema principal a “Construção e manutenção resultantes da atuação comprometida com a diversidade”. Promovido pela Escola Superior da Defensoria Pública do Estado da Bahia, o curso trouxe como facilitadores dessa terceira palestra Paulete Furacão, mulher trans e educadora no projeto de Inserção no mercado de Trabalho de Pessoas Trans (Oportunizar); Caio Guimarães, homem trans atuante nas Obras Sociais Irmã Dulce com diversidade sexual e de gênero e também Lana Larrá, Travesti, transfeminista e 1ª Coordenadora adjunta da Aliança Nacional LGBTI+.

“Através da construção e manutenção das políticas públicas, a gente começa a avançar. As pessoas estão se libertando cada vez mais de suas amarras sociais”. Essa foi uma das falas de Paulete durante sua apresentação, na qual buscou enfatizar as violências em diversas formas que a comunidade trans historicamente enfrenta. Para ela, são as políticas que vão nortear o movimento LGBTQI+.

Caio Guimarães compartilhou um pouco da sua vivência como homem trans – a descoberta na transexualidade – e o acesso a direitos, como à saúde e à empregabilidade. “A acessibilidade à saúde ainda é um dos pontos muito fracos para as pessoas trans. Tem pessoas trans que eu conheço que dizem: Tem três anos que não vou num ginecologista, mas porquê? Porque não quiseram me atender”, explicou Caio.

Para Clériston Macedo, diretor da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), a DPE como uma instituição promotora de direitos humanos, precisa sempre trabalhar questões importantes para a sociedade. “Através da Esdep esse ano, a gente possibilitou, junto ao curso preparatório para defensor e defensora pública, vagas para travestis e transexuais se qualificarem para o concurso. O Combate à LGBTfobia é um dos pilares da Defensoria, não só externamente, sobretudo internamente quando traz a discussão para o dia a dia dos defensores/as, servidores/as e estagiários/as nas palestras e vivências compartilhadas nos cursos. Assim, a instituição demonstra a importância de se viver numa sociedade plural, com diferenças e respeitar essas diferenças. O papel da Esdep é promover esse debate e a transformação dos conceitos”, enfatizou o diretor da Esdep.

O curso de Combate à LGBTfobia foi uma realização da Esdep e contou com 3 encontros, os quais abordaram as diversas facetas dessa questão tão importante de ser discutida. As gravações dos encontros, assim como capacitações de enfrentamento ao racismo estrutural, ao machismo, dentre outros temas sensíveis a sociedade brasileira, estão disponíveis no canal da Defensoria Pública da Bahia no do Youtube.