ESDEP - A Escola Superior da Defensoria Pública

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Por comunicação de excelência, Esdep inicia Curso de Português Jurídico

| Por: Júlio Reis - DRT/BA 3352

Regência, pontuação, acentuação, conjugações e tempos verbais, emprego da crase, expressões conectivas inadequadas, foram temas abordados na primeira aula do Curso Português Jurídico promovido virtualmente pela Escola Superior da Defensoria na quarta-feira, 6.

Ministrado pela defensora pública Bruna Peixoto, que também é licenciada em Letras e mestra em Linguística pela UFPE, o objetivo da formação é qualificar defensores(as), servidores(as), estagiários(as) no uso do idioma nas redações de petições, ofícios e comunicações em geral.

Para o defensor público e diretor da Esdep, Cleriston Macêdo, o curso é importante para manter a equipe da Defensoria atualizada. “Isso porque a escrita é um dos principais instrumentos de nosso trabalho. Por conta da pandemia, que levou ao uso mais acentuado dos meios digitais, nós temos cometido vícios de linguagem que muitas vezes acabamos levando para petições e outros textos escritos”, comentou.

De acordo com Bruna Peixoto, a comunicação realizada pela Defensoria, enquanto instituição do Sistema de Justiça, é voltada para a persuasão e quanto mais simples e objetivas as ideias escritas, melhores os resultados alcançados.

“Em uma apresentação de excelência, o bom português não pode ficar de fora. As regras gramaticais ajudam com a credibilidade. Um português marcado por erros, acaba com a credibilidade do redator. Nós estamos em uma sociedade cheia de estímulos e temos pouco tempo para prender a atenção de quem nos lê. É preciso não deixar os textos enfadonhos, repetitivos”, pontuou Bruna Peixoto durante sua exposição.