ESDEP - A Escola Superior da Defensoria Pública

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Estudantes de Direito de 15 cidades baianas fazem seleção para estágio na DPE/BA

| Por: Rafael Flores

Aproximadamente mil estudantes de Direito baianos dedicaram a manhã e parte da tarde deste domingo, 27, para a seleção pública de estágio da Defensoria Pública do Estado da Bahia. As provas aconteceram na capital Salvador e em outras 14 cidades do interior do estado: Feira de Santana, Camaçari, Porto Seguro, Ilhéus, Irecê, Itabuna, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Jequié, Barreiras, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas e Alagoinhas.

Flora Duque, 21 anos, é uma dessas estudantes. Ela saiu do Colégio Central em Salvador satisfeita com as respostas que deu na seleção e demonstrou muita vontade de fazer parte da DPE/BA. “Tenho intenção mesmo de estagiar com vocês, gosto da ideia da instituição e gosto ainda mais por que eu faço um trabalho parecido no serviço de apoio jurídico da minha faculdade, que é um projeto de extensão. Por lá tenho experiência com pessoas hipossuficientes e agora queria realmente um estágio”, conta.

O diretor da Escola Superior da Defensoria Pública – Esdep, Clériston Cavalcante de Macedo, acredita que a procura dos estudantes por esta vivência é fruto do próprio trabalho que a instituição vem desenvolvendo. “A DPE/BA não oferece só um estágio de direito, mas prestar serviço para e conviver com a realidade das pessoas vulneráveis também serve como formação de cidadãos e cidadãs. Essa procura tem crescido por termos tomado um espaço de confiança na sociedade e também no meio acadêmico, tendo em vista as várias atuações que alcançaram visibilidade”, comenta.

Também há quem, a partir do certame, passe a entender melhor a Defensoria. É o caso de Saul Oliveira, 20 anos. “Eu escolhi por ser uma oportunidade de estágio remunerado e por experiência para poder colher tudo o que ela pode nos oferecer, tanto na parte acadêmica quanto na parte prática. Para me preparar conversei com alguns amigos que já estagiaram lá e pude conhecer melhor sua atuação”, disse o jovem pouco antes de encarar as questões, também no Colégio Central, em Salvador.

Clériston se identifica com Saul e conta que sua história com a DPE/BA também começou a partir do estágio. “De alguma forma este trabalho de selecionar estudantes para compor nosso quadro de estagiários, aproxima a Defensoria do meio acadêmico e faz com que as pessoas despertem para carreira de defensor público e para função de promotora de Direitos Humanos que a ela desempenha”, explica.

Essa procura pode ser notada principalmente em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, que atingiu a menor taxa de abstenção do concurso, com apenas 8 faltantes. “Antes da aplicação aproveitei para desejar boa prova aos candidatos e pude visualizar a quantidade de estudantes querendo trabalhar conosco. Fiz questão de mostrar que estamos bastante contentes com o número de inscritos e que eles serão muito bem-vindos à Defensoria Pública, que será uma grande escola para eles”, afirma o coordenador da 2ª Regional da Defensoria Pública do Estado da Bahia José Raimundo Campos.

O coordenador geral do concurso Maurício Mascarenhas, da Fundação Cefet Bahia – explica que a aplicação foi igual em todos os municípios. “A seleção para estagiário da Defensoria é bem peculiar, primeiro porque dá oportunidade a todos os estudantes de Direito de estagiar em uma instituição que tem notório reconhecimento. Nesta edição especificamente aplicamos em 14 municípios simultaneamente. São quase mil candidatos e a mesma estrutura que montamos em Salvador, montamos no interior, para atender aos candidatos”, explica.

Na seleção, 30% das vagas serão para pessoas que se autodeclarem negras, 5% para pessoas com deficiência e 2% aos de origem indígena. A bolsa estágio é de R$ 750, além de auxílio-transporte.