ESDEP - A Escola Superior da Defensoria Pública

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Estagiários(as) de Direito são recepcionados(as) pela Esdep e dão continuidade aos treinamentos para atuação na Defensoria

| Por: Tunísia Cores - DRT/BA 5696

Formação foi iniciada na segunda-feira, 2 de maio; 75 estagiários participaram do curso, sendo 38 da capital e 37 do interior da Bahia

O Curso de Formação Inicial de estagiários(as) de nível superior em Direito teve continuidade nesta terça-feira, 3 de maio, no auditório da Escola Superior – Esdep. No segundo dia de evento, as 75 pessoas convocadas para atuar na Defensoria Pública da Bahia – DPE/BA receberam treinamento sobre o Sistema Integrado de Gestão de Atendimento – Sigad e o Sistema Eletrônico de Informações – SEI da Instituição. As ferramentas são utilizadas, respectivamente, para o registro de atendimentos aos assistidos e para a movimentação de processos da Instituição.

Quem assiste aos estagiários e estagiárias de Direito que participam atentamente do Curso de Formação Inicial da Defensoria Pública da Bahia pode não imaginar que, entre essas pessoas, o sonho de fazer parte da Instituição surgiu muito antes da aprovação no processo seletivo para estágio e posterior convocação no Diário Oficial Eletrônico da DPE/BA. Foi o caso de Gabriel Batista, 22 anos, estudante do sexto semestre. Ainda hoje lembra da emoção que sentiu ao ver seu nome entre os aprovados.

Gabriel Batista, 22 anos, estudante do 6º semestre de Direito, ainda guarda a edição do Diário Oficial da Defensoria em que foi divulgada a sua convocação para o estágio na DPE/BA

“Desde o ensino médio eu quis trabalhar na Defensoria, mesmo depois que entrei na faculdade. Esse é o meu sonho e, quando recebi o e-mail de convocação, os meus olhos encheram de lágrimas. Eu estava no meio da aula, fiquei radiante e não consegui dormir direito de tão feliz”, relembra.

Gabriel relata que sempre acompanhou as redes sociais da Defensoria, bem como os outros canais de comunicação, para ficar bem informado sobre o local em que, espera, seja o seu futuro trabalho. Embora ainda esteja nos últimos semestres da graduação, o estudante, que é filho de pais separados, já sabe qual a área em que pretende atuar: Direito de Família.

“Eu ainda era criança quando meus pais se separaram e isso me afetou muito. Mudei de cidade, minha vida se transformou bruscamente. Eu vi que, se tivéssemos o devido amparo jurídico, se fôssemos acolhidos da forma devida, não teríamos passado pelas coisas que passei. A família é super importante para a sociedade, então ter bons profissionais é sempre muito importante”, afirmou.

Quem  também se identifica com a profissão de defensora pública é Elisângela de Assis, 37 anos, estudante do 7º semestre de Direito que ingressou nas vagas da Defensoria por meio da política de cotas para pessoas negras (pretas e pardas). A estudante lembra que, no início do curso, ainda tinha dúvidas sobre qual atuação seguir após a graduação.

Elisângela de Assis, 37 anos, (à esq.) esclarece dúvidas sobre o Sistema Integrado de Gestão de Atendimento, o Sigad, tema do treinamento da manhã desta terça-feira, 3, na Esdep

“Mas, ao longo do tempo, a Defensoria se tornou o meu objetivo principal, é uma instituição fantástica e eu me identifico demais. E agora, participando desse treinamento, meu coração está indicando que é nisso mesmo que eu preciso focar”, comentou animada.

Nascida e criada no Nordeste de Amaralina, em Salvador, e ativista do movimento negro, Elisângela destaca que chamou sua atenção o trabalho desenvolvido pela Ouvidoria Cidadã, cuja apresentação ficou a cargo da ouvidora-geral, Sirlene Assis, e a atuação da Coordenação de Pesquisa, apresentado pela defensora pública Fernanda Morais.

“Achei muito interessante a fala [de Sirlene Assis] sobre a Ouvidoria da Defensoria, eu inclusive já acompanhava o trabalho social desenvolvido especialmente junto à população negra e aos menos favorecidos da sociedade. E a fala de Fernanda sobre a escuta, me tocou muito. Em todas as fases da atuação, vamos conversar e ter contato com as pessoas, mas a nossa missão, para além do Direito, é amplificar a voz das pessoas que assistimos”, explicou.

Abertura e treinamento Sigad

Analista de Sistemas Sênior da DPE/BA, Daniele Tavares apresentou o Sigad para os novos(as) estagiários(as), com informações a respeito dos principais pontos a serem utilizados e também preenchidos pela equipe da Defensoria durante o contato. Ressaltou também a importância de preencher detalhadamente as informações de triagem.

“É fundamental preencher detalhadamente as informações do atendimento, porque isso vai chegar para o defensor público e, por meio desses dados, irá entender o resumo do que se trata o atendimento”, explicou.

A abertura foi realizada pelo diretor da Escola Superior, Clériston Cavalcante, o qual explicou sobre os impactos da pandemia de Covid-19 sobre os atendimentos aos assistidos da Instituição, sobre a expansão de serviços como o 129 para o interior, a criação de linhas telefônicas complementares, o aprimoramento do agendamento online e do aplicativo Institucional. O diretor destacou os profissionais da área de TI – importantes para a Instituição no novo cenário de atendimentos remotos.

O processo seletivo para estágio anunciou 44 vagas para a área de Direito e já contratou 75 pessoas, os quais participam do curso de formação inicial até esta quinta-feira, 5. Participam estudantes da capital e do interior da Bahia. Para Clériston Cavalcante, este é o momento em que a Escola Superior cumpre seu papel de formação dos aprovados no processo seletivo de estágio.

“Além de uma porta de entrada para a Defensoria, nós esperamos que este curso seja importante não apenas para a formação acadêmica, mas também cidadã desses estudantes que almejam uma carreira no serviço público. Que eles também possam se transformar em cidadãos melhores por meio do serviço prestado pela Defensoria”, finalizou.